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Anelamento dos Filhotes
Introdução

Certa feita um grupo de criadores discutiam qual seria o melhor momento para procederem ao anelamento dos seus filhotes, no calor das discussões que a cada momento se acirrava com a presença de um novo participante que ao entrar no meio da discussão expunha os mesmos argumentos sustentados pelos anteriores e se punha a detalhar vantagens e desvantagens quando alguns de ânimos exaltados já praticamente gritavam quando foram todos interrompidos por um grande “Mestre” que a todos escutava sem se perturbar, e disse: Os filhotes não seu meus? Responderam São, portanto eu anelo no dia que eu quiser e está acabada a discussão. No que todos obedeceram.

Esta pequena história nos mostra que cada criador tem os seus próprios motivos e métodos para procederem ao anelamento dos filhotes, acreditam todos que estão fazendo o correto, o melhor, no entanto observamos a inexistência de unanimidade no emprego dos métodos que nem sempre são os melhores, daí o grande interesse sobre este importante tema que é o anelamento.
O Anelamento, Quando e Porque.

Costumo proceder ao anelamento dos filhotes ainda em vida ninhenga buscando com tal procedimento evitar o stress da captura e possíveis traumas no tarso que inevitavelmente ocorrerá após a saída dos mesmos do ninho. A vida ninhenga como todos sabem é de 13 dias no caso do curió, portanto devemos escolher o dia mais adequado entre estes, para proceder ao anelamento de forma eficiente e sem traumas ou conseqüências. Costumo proceder da seguinte maneira:

1. Elimino os quatro primeiros dias tendo em vista que os filhotes ainda são muito pequenos, e requerem um manuseio muito delicado, as anilhas ficam muito grandes no seu tarso chamando com muita facilidade a atenção da fêmea que poderá retira-las provocando um sério acidente, quando não os atira fora do ninho. Ainda poderá acontecer à saída da anilha por simples ação da gravidade, e só daremos conta do problema no 13° dia quando ocorrer à saída natural do ninho.

2. Elimino os cinco últimos dias tendo em vista dois aspectos:

    · No primeiro aspecto os filhotes já se encontram com os olhos abertos e tendo uma       visão antecipada do mundo que o cercam ficarão assustados e inquietos por já terem a       capacidade de assimilar possíveis interferências que ameacem a sua segurança no       interior do ninho.

    · No segundo aspecto se o anelamento for efetuado a partir do 10° dia fatalmente os        filhotes recusarão permanecerem no ninho, esta intervenção provocará a saída        precoce dos filhotes ainda emplumes podendo provocar a sua morte.

3. Nos restaram apenas quatro dias ou sejam: 5°; 6°; 7°; 8°, que não
apresentam maiores problemas no entanto podemos argumentar que:

     · Por usarmos anilhas com diâmetro de 2.5 mm preferimos o 5° dia ou 6°no máximo.

     · Por usarmos anilhas 2.8 mm preferimos o 7° dia ou o 8° quando o filhote embora        iniciando o processo de abertura dos olhos ainda não o fez totalmente e com certeza        estará mais desenvolvido para suportar a manipulação.

4. Salientamos ainda a existência de uma maior ou menor capacidade por parte da fêmea em aceitar um corpo estranho preso nas pernas dos seus filhotes. Este é um problema muito sério que merece por parte do criador uma atenção toda especial independentemente do dia em que se procedeu ao anelamento, muitas recomendações e práticas outras são postas em evidência para resolver ou minimizar o problema:

     · Pessoalmente anelo os filhotes no 8° dia ao entardecer após remover o brilho das        anilhas com um pouco de fulgem que pego na chaminé da churrasqueira, tal        procedimento evita que o brilho da anilha chame a atenção da fêmea e, como já        começa a escurecer a fêmea logo se empoleira para dormir e os filhotes buscam        acomodar-se no ninho escondendo totalmente as anilhas. No dia seguinte a fêmea não        lembra de mais nada e só se preocupa em encher os papos que amanhecem vazios e        os tornam esfomeados. Desta forma, não tenho a relatar um só caso de rejeição por        parte das fêmeas.

    · Outra prática bastante comum é a de proceder ao anelamento no 7° ou 8° dia pela        manhã tendo em vista que se ocorrer rejeição teremos todo o dia para resolver o        problema, saliento ainda que neste sistema também se acerca de cuidados quanto ao        brilho das anilhas. Esta forma de proceder também é muito segura.

Acreditando ter esgotado o assunto, ou pelo menos os seus aspectos mais importantes, levei em conta que o Criador conhece o processo de por o anel, que é muito simples:

1. Seguramos o filhote com a mão esquerda e selecionamos com os dedos polegar, indicador e anular da mesma mão o pé que ira receber o anel.

2. Agrupamos os três dedos dianteiros com o uso de vaselina sólida para que fiquem estirados e unidos, aí introduzimos o anel até atingirmos a articulação com a mão direita.

3. Dobramos o dedo traseiro para alinharmos com o tarso e efetuando movimentos circulares na anilha ultrapassamos a articulação, ai soltamos o dedo traseiro e levamos a anilha até junto do pé.

Caso tenham surgido dúvidas coloco-me a disposição de todos no sentido de esclarece-las.

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